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“FERAS AMESTRADAS” (comédia musical negra à portuguesa) dia 5 de Fevereiro pelas 21h30

A Piajio, convida todas as queridas pessoas a assistirem no próximo Sábado, dia 5 de Fevereiro pelas 21h30 no Incrível Club, à apresentação pública do trabalho desenvolvido na formação em Teatro/Espectáculo – Entrada Livre

“FERAS AMESTRADAS”

(comédia musical negra à portuguesa)

ENCENAÇÃO

Afonso Guerreiro

TEXTO

Rui Silvares

MÚSICA

João Costa/Afonso Guerreiro

VIDEO

Miguel Jerónimo

INTERPRETAÇÃO

Ana Margarida

Ana Rodrigues

António Olaio

Duarte Cardoso Águas (Xucas)

Lucíla Pereira

Inês Paula

Joana Lopes

João Costa

Patrícia Caeiro

Rui Lopes

Rute Moura

Rute Jorge

São Nunes

Espectáculo de teatro multidisciplinar, onde o movimento, paralelamente com a representação e o canto se alia a uma forte componente audio-visual. Trata-se de uma reflexão sobre o hiper-modernismo, revelando a sociedade contemporânea na sua realidade da hiper-vigilancia, hiper-consumo e como a revolução informática proporcionou uma globalização ao nível da informação e da comunicação.

Será que esta realidade nos torna na verdade mais informados, a facilidade dos meios de comunicação aproxima-nos ou pelo contrário o Homem moderno está cada vez mais solitário?

Este espectáculo com encenação de Afonso Guerreiro, texto de Rui Silvares, música original do jovem músico almadense, João Costa, foi construído de raiz a partir da formação em Teatro/Espectáculo, dirigida por Afonso Guerreiro que têm decorrido no espaço do Incrível Club deste Outubro de 2010 e reúne pessoas de diferentes idade e de várias áreas artísticas.

Sinopse:

Tudo isto é sobre a consumição. A vida que, de forma redutora, consiste em ir gastando as peças de que é feito o corpo até que, no final, sobrevém a morte. O sonho que de tanto ser sonhado se confunde com um pesadelo. O riso que desemboca no choro e o desespero que, afinal, é outra forma de mostrar a raiva que morre dentro de nós. A amizade que sente o tempo a passar-lhe por cima, a espezinhá-la, até fazer com que se transforme em competição e luta. Os seres humanos que, com a vida que se esquecem de levar, vêem os bichos que se escondem dentro deles surgirem à superfície da pele. E, finalmente, tudo isto é sobre as feras que nós somos ao nascer e que vamos domesticando ao longo da nossa existência, reprimidas pela aprendizagem das regras sociais.

Tudo isto é sobre a violência que exercemos sobre nós próprios, sobre o sermos feras e domadores dos instintos que nos animam. Sobre o sermos, em simultâneo, o espaço fora e o espaço dentro da gaiola da qual o nosso corpo é as barras, a fechadura e a chave. Sobre o sermos carcereiros e condenados a uma prisão perpétua que perdura para lá do nosso último suspiro.

Sem sonhos, os corpos não valem nada!